Banco do Brasil diz que procura para refinanciar é intensa nas agências de Mato Grosso

Apesar das críticas lançadas pelo setor produtivo, o Banco do Brasil (BB) destaca que é grande a procura dos agricultores em busca do refinanciamento das dívidas em atraso da safra 2004/2005. O agente financeiro não revela quantos produtores já procuraram as agências bancárias para tentar reescalonar as dívidas, mas a expectativa é de que cerca de R$ 700 milhões dos R$ 960 milhões remanescentes da última safra sejam prorrogados até o dia 20 de março, último prazo para apresentação de propostas de renegociação dos débitos.

Para atender a demanda, 18 funcionários do BB vindos de outras unidades da federação estão espalhados por 12 agências do interior do estado onde há maior concentração de inadimplência. O gerente executivo da Diretoria de Reestruturação de Ativos do BB, Bras Ferreira Machado, ressalta que até segunda-feira (20) a “força-tarefa” chegará ao total de 47 funcionários deslocados para o Estado, com o objetivo de tornar mais ágil a análise dos pedidos de refinanciamento.

Em reunião com representantes do setor produtivo na última quarta-feira (15) a entidade reafirmou as regras já divulgadas. De acordo com Machado houve o desencontro de informações. Ele destaca que para que a negociação dos débitos seja feita de forma ágil, é importante que as informações sejam niveladas entre o banco e os agricultores. Ele frisa que a análise será feita caso a caso, de acordo com a capacidade de pagamento e as garantias oferecidas por cada produtor rural.

O pagamento das dívidas será prorrogado por um prazo máximo de 5 anos. O valor da entrada será definido individualmente, sendo de no mínimo 20% do valor total da dívida. Serão descontados da quantia da entrada as parcelas pagas anteriormente. No semestre passado a média de entrada oferecida pelos produtores em acordos para o pagamento de dívidas foi de 40% do valor total do financiamento, destaca Machado. “Muitos produtores já estão se propondo a uma entrada superior a 20% do débito para diminuir os encargos e prazos de endividamento”.

Fonte: Gazeta

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