Cadeia do algodão exige correção nos preços

Os cotonicultores querem que o Tesouro Nacional libere recursos para equalizar a diferença entre o preço mínimo de garantia da arroba (15 kg) do produto e o valor praticado pelo mercado. O pedido foi feito nesta quarta-feira (15-02) durante reunião da Câmara Setorial da Cadeia Produtiva do Algodão, no Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa). De acordo com dados apresentados no encontro, há uma diferença de 22% entre o preço mínimo de garantia (R$ 44,60) e o valor pago hoje ao produtor pela arroba de algodão (entre R$ 34 e R$ 35).

Os produtores do setor também reclamaram da elevação dos custos de produção, como insumos. “A atividade não está dando resultados”, disse o presidente da Câmara Setorial do Algodão, Sérgio De Marco. Ele se queixou ainda do câmbio atual: “Com o dólar em R$ 2,15, o agronegócio não sobrevive”.

Os representantes do setor atribuem a redução de mais de 30% na área plantada do produto à perda de rentabilidade. Na safra 04/05, a área cultivada foi 1,2 milhão de hectares e agora caiu para 800 mil hectares. A produção de algodão em pluma também terá retração, passando de 1,25 milhão de toneladas no período passado para 1 milhão de toneladas em 05/06.

De Marco enfatizou que a redução da área plantada teve reflexos no nível de emprego. “Por causa de diminuição da área, já demitimos cerca de 160 mil empregos nas lavouras de algodão.” O setor emprega hoje entre 300 e 350 mil trabalhadores. “A cotonicultura gera um emprego a cada 0,4 hectare”, destacou o presidente da câmara setorial.

Fonte: Assessoria

Deixe uma resposta