Colheita confirma a quebra na safra do milho de Santa Catarina

A colheita de milho está confirmando a estimativa de quebra do Instituto de Planejamento e Economia Agrícola de Santa Catarina (Icepa). A previsão é de uma redução de 25% na safra, o que representa um milhão de toneladas a menos. A perda maior é na região Oeste.

O agrônomo da Cooperativa Regional Alfa, Claudinei Turmina, disse que na região de Chapecó as perdas estão entre 50% e 60%. A produtividade das lavouras está entre 50 e 80 sacas por hectare. Turmina afirmou que já foi colhida entre 55% e 60% das lavouras da região.

O produtor Pedro Valdir Gatto deve colher pouco mais de 300 sacas numa área de sete hectares. Gatto contou que já colheu 700 sacas na mesma área. Mas nos dois últimos anos teve prejuízo. No ano passado, plantou soja e colheu apenas 162 sacas, metade do previsto. “O sol prejudicou bastante”, confirma Gatto.

O agricultor reclama que a situação é desanimadora. Além de colher pouco, o preço de R$ 14,50 não ajuda. O agricultor pretende vender logo a produção, pois teme que o preço caia mais ainda. As frustrações de safra levaram o operador da colheitadeira, que é terceirizada, a mudar o sistema de cobrança. Em tempos de safra boa, Jorge Durlo cobrava 10% do que era colhido. Agora, cobra R$ 100 a hora. Durlo explicou que numa safra normal colhia 60 sacas de milho por hora. Na atual safra, colhe apenas 30 sacas em uma hora.

Déficit no Estado vai dobrar

O vice-presidente da Federação da Agricultura em SC, Enori Barbieri, disse que nas lavouras da região de Xanxerê a quebra também é de 50%. No Estado ele acredita que a quebra de um milhão de toneladas, estimada pelo Icepa, será confirmada. Com isso o déficit de milho vai aumentar de um milhão para dois milhões de toneladas. Barbieri destacou que a situação dos produtores é difícil e muitos não terão como pagar seus financiamentos. A safra nacional está prevista em 42 milhões de toneladas.

Fonte: Diário Catarinense

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