Contratos para pecuaristas em MT serão prorrogados     

O Banco do Brasil fará a prorrogação, por um ano, do prazo de pagamento para pecuaristas que possuem financiamento em andamento com vencimentos entre março e junho de 2017. A iniciativa em apoio à pecuária de corte ocorreu em função da crise econômica do país e das dificuldades de comercialização de bovinos para abate após a deflagração da operação “Carne Fraca”, que investiga casos de corrupção entre fiscais agropecuários do Ministério da Agricultura (Mapa) e funcionários de 21 frigoríficos.

O diretor da Federação da Agricultura e Pecuária de Mato Grosso (Famato), Antônio Carlos Carvalho de Sousa, destacou que a iniciativa atende a necessidade dos pecuaristas de Mato Grosso, tendo em vista que o setor ainda amarga os prejuízos causados pela operação da Polícia Federal. “Estamos em um momento difícil da economia brasileira e com isso o setor agropecuário acaba sendo penalizado. Sem falar que muitos frigoríficos estão fechados e os pecuaristas não têm para quem vender. Essa medida, de certa forma, vai dar um fôlego ao produtor rural para que ele consiga se manter até que esse momento de crise no mercado seja solucionado”, assinalou Sousa.

De acordo com o Banco do Brasil, os contratos de custeio e investimentos poderão ser estendidos por um ano. Os casos serão analisados e as taxa de juros devem variar de acordo com a fonte de recurso contratada pelo produtor.

A instituição financeira informou que a medida deve beneficiar cerca de 77 mil produtores rurais em operações passíveis de prorrogação em todo o Brasil.

Sousa destacou ainda que a carta de manifestação de interesse pela prorrogação deve ser protocolada na agência onde o contrato de custeio e investimento foi realizado. O diretor reforça que o trâmite deve ser feito por um profissional projetista.

O banco anunciou ainda a definição de novas linhas de crédito para os pecuaristas. A primeira é direcionada à retenção de bezerros, matrizes e bois. A outra é uma alternativa de financiamento, com recursos próprios do banco, para aquisição de bovinos para recria e engorda. As novas linhas têm prazo de dois anos para pagamento e as taxas variam de 9,9% a.a e 12,75% a.a.

Para mais informações, os produtores devem procurar uma agência do Banco do Brasil. A analista de Agricultura da Famato Karine Machado lembra que correntistas de outras instituições financeiras podem procurar suas respectivas agências e se informar sobre a possibilidade de análise para o pedido de prorrogação. “Algumas instituições financeiras como a Caixa Econômica Federal e o Sicredi estão analisando contratos caso a caso podendo ser aprovados ou não”, apontou.

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