Custos da mão-de-obra na pecuária mato-grossense sobem 15%

Em Mato Grosso o valor da mão-de-obra empregada na pecuária teve aumento de 15,5% de janeiro a dezembro do ano passado conforme destaca o membro da Comissão de Pecuária de Corte da CNA, Eduardo Alves Ferreira. Apesar de não dispor dos valores médios dos salários pagos aos trabalhadores do setor, ele frisa que a folha de pagamento é o que tem o maior peso na planilha de custos da produção de bovinos.

Ele lembra ainda que em média os medicamentos tiveram elevação de 4% nos preços. As sementes forrageiras, usadas na recuperação das pastagens, sofreram inflação de 20% no período.

Os indicadores pecuários CNA/Cepea apontam que entre os insumos usados na atividade nos 9 Estados pesquisados, o principal aumento foi registrado no preço das sementes forrageiras, que sofreram inflação de 19,6% entre janeiro e dezembro.

Em segundo lugar aparece as máquinas e implementos agrícolas, que tiveram aumento de preço na ordem de 16,58% no período. Em seguida aparece a mão-de-obra, com elevação de 15,37% no ano.

O presidente da APR, Ricardo Borges de Castro Cunha, destaca que o aumento no custo operacional da atividade em Mato Grosso associado à defasagem no valor da arroba do boi está fazendo com que os produtores tenham prejuízos. Ele calcula que em relação a 2003, quando a arroba do boi gordo chegou a ser comercializada a R$ 60 no Estado, os pecuaristas estão deixando de ganhar cerca de R$ 243 por animal.

Um boi com 18 arrobas em média passou a custar de R$ 1,080 mil para R$ 846 hoje. Atualmente a arroba do boi gordo está sendo vendida por aproximadamente R$ 47 em Mato Grosso.

Fonte: Gazeta

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