Frete representa 25% do preço da soja de Mato Grosso, calcula IMEA

O Instituto Mato-grossense de Economia Agropecuária informou, nesta segunda-feira, que a resolução da ANTT (Agência Nacional Transportes Terrestes) baixando tabela de preços mínimos para o frete rodoviário trouxe preocupações para o mercado da sojicultora. “Isso porque o transporte, tanto da soja mato-grossense, quanto dos seus insumos detém importante peso na formação dos preços do grão e nos custos de produção,  visto que o Estado está distante dos portos”. “No mês de maio a relação frete/soja, que avalia o quanto o preço do frete, atualmente trabalhado no mercado, “toma” sobre o preço do grão, representa 25,1%, enquanto que, para os preços do calcário e fertilizantes, a mesma relação representa 52,8% e 6,1%, respectivamente”, aponta os economistas do instituto.

“Com a entrada da nova resolução, essa relação do frete sobre o preço pode passar a ser ainda maior, principalmente em decorrência dessa medida também incluir o frete retorno sem carga. Além disso, a atual situação vem ocorrendo em um momento em  que há uma safra recorde de soja a ser escoada,
podendo limitar os embarques no próximo mês”, acrescenta.

O setor produtivo de Mato Grosso também aguarda a nova definição da tabela por parte da ANTT após os manifestos da decisão anterior de preços com forte impacto na atividade agrícola.

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