Mato Grosso inicie trâmite para retirar vacina da aftosa

O Instituto de Defesa Agropecuária de Mato Grosso (Indea) recebeu, na última semana, representantes da Agência de Defesa Sanitária Agrosilvopastoril de Rondônia (Idaron) para alinhamento de ações de cooperação na região de fronteira entre os 2 estados, pensando o processo de retirada da vacina de febre aftosa. Rondônia e Acre integram o Bloco I, em que a retirada da vacinação está prevista para maio de 2019.

Já Mato Grosso, integra o Bloco V, com previsão de retirada da vacinação para maio de 2021. Porém, por ser um estado limítrofe dos estados do Bloco I, Mato Grosso poderá ter zona livre de febre aftosa ainda em maio de 2019. Algumas propriedades nos municípios de Rondolândia, Colniza, Aripuanã, Comodoro e Juína poderão ser incluídas como zona livre de febre aftosa sem vacinação, por manterem relação comercial com Rondônia e a difícil ligação geográfica dos municípios e propriedades com outras áreas de Mato Grosso.

O presidente do Indea, Guilherme Nolasco, ressalta a importância da relação entre os estados. “É extremamente importante essa reunião entre Indea e Idaron para tratar estratégias comuns para a retirada da vacinação no Bloco I, uma vez que parte do território matogrossense tem uma relação comercial direta com Rondônia. Isso representa um amadurecimento do serviço de defesa, traçando metas junto com o setor produtivo dos dois estados”.

Será realizada uma atualização cadastral detalhada de propriedades rurais localizadas entre Mato Grosso e Rondônia, em toda a divisa desde Juína à Comodoro e desde Vilhena à Cabixi (RO), tanto de um lado como do outro, com equipes conjuntas, que deverá ser realizada na 1ª quinzena de março. A ação contará com o apoio da Superintendência Federal de Agricultura em Mato Grosso (SFA/MT) para o custeio das diárias. Além do cadastramento das propriedades será realizado um estudo de trânsito animal na região.

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