Mercado recua mais de 1% nesta em Chicago com clima favorável no Meio-Oeste

O pregão desta segunda-feira (11) foi negativo aos preços da soja negociados na Bolsa de Chicago (CBOT). As principais posições da commodity recuaram pelo sexto dia seguido e finalizaram a sessão com quedas de mais de 15 pontos, uma desvalorização de mais de 1%. O julho/18 operava a US$ 9,53 por bushel e o agosto/18 era cotado a US$ 9,59 por bushel. O novembro/18 encerrou o dia a US$ 9,73 por bushel.

“Os contratos futuros da soja recuaram nesta segunda-feira e tocaram os patamares mais baixos dos últimos meses, já que as chuvas generalizadas no Meio-Oeste dos EUA reforçaram as perspectivas de uma boa safra nesta temporada”, reportou a Reuters internacional.

As previsões climáticas indicam chuvas ao longo dessa semana em partes de Iowa e Nebraska. “E as chuvas contínuas fazem com que os investidores acreditem que o relatório de acompanhamento de safras do USDA (Departamento de Agricultura dos Estados Unidos) desta tarde mostrará boas e excelentes condições”, informou o Agriculture.com.

“O relatório do USDA deverá mostrar índices de milho e soja com queda do percentual de lavouras em boas ou excelentes condições entre 1% e 2% nesta semana, mas ainda muito altos para a época do ano”, afirmou a Al Kluis, Kluis Advisors em nota aos clientes.

Na semana anterior, cerca de 75% das lavouras americanas de soja apresentavam boas ou excelentes condições, conforme último relatório do departamento americano.

As agências internacionais também destacaram que as tensões comerciais elevadas entre os EUA e os principais parceiros comerciais, como a China, México e Canadá, também pressionaram negativamente as cotações dos grãos. “Isso em meio a preocupações com a demanda mais lenta das exportações”, completa a Reuters internacional.

Ainda nesta segunda-feira, o USDA indicou os embarques semanais de soja em 644,3 mil toneladas na semana encerrada no dia 7 de junho. O volume ficou acima do registrado na semana anterior, de 573,2 mil toneladas. As estimativas do mercado giravam entre 400 mil a 700 mil toneladas.

No acumulado da temporada, os embarques norte-americanos de soja totalizam 47.457,003 milhões de toneladas. Em igual período do ano passado, o volume estava em 51.636,844 milhões de toneladas.

Além disso, os participantes do mercado já se preparam para o próximo boletim de oferta e demanda do USDA, que será reportado nesta terça-feira (12). Os investidores seguem atentos aos estoques da safra velha e as projeções para a nova safra americana.

Mercado interno

O início da semana foi de ligeiras movimentações aos preços da soja no mercado doméstico. Conforme levantamento do economista do Notícias Agrícolas, André Lopes, o preço caiu 4,08% em Panambi (RS), com a saca da oleaginosa a R$ 70,50. Em Não-me-toque (RS), o recuo ficou em 2,82%, com a saca a R$ 69,00.

No Paraná, na praça de Cascavel, a perda ficou em 2,70%, com a saca da soja a R$ 72,00. Já em Pato Branco (PR), o recuo foi de 2,00%, com a saca a R$ 73,50. Na região de Campo Novo do Parecis (MT), a perda ficou em 1,52%, com a saca a R$ 65,00.

Nos Porto de Paranaguá, a saca futura, para entrega em março/19, caiu 0,60% e fechou o dia a R$ 82,50. No terminal de Rio Grande, o disponível recuou 1,89%, com a saca a R$ 83,00. O valor futuro caiu 1,76%, com a saca a R$ 83,50.

As negociações ainda seguem lentas no mercado interno em meio às incertezas em relação ao tabelamento do frete. Representantes dos caminhoneiros e da ANTT (Agência Nacional de Transporte Terrestres) realizam na tarde desta segunda-feira uma reunião para a criação de uma nova tabela com os preços mínimos de fretes para o transporte rodoviário.

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