Pecuaristas se unem em associação de confinadores

A Associação de Confinadores foi reativada no início de janeiro e já trabalha a todo vapor para cumprir as metas de 2006. O objetivo é buscar representatividade junto a cadeia produtiva e implantar programas para valorizar a carne produzida nos confinamentos. Dez confinadores dos Estados de São Paulo, Goiás, Minas Gerais, Mato Grosso e Mato Grosso do Sul, com estrutura para terminar 180 mil bovinos por ano, já estão engajados neste projeto e pretendem, ainda no primeiro semestre de 2006, implantar o Projeto de Qualidade Assocon.

O presidente, Ricardo de Castro Merola, diz que o Brasil tem capacidade instalada para produzir mais de 2,5 milhões de cabeças por ano, volume extremamente importante para ajustar a oferta e a demanda de bois para o abate, especialmente em um período fundamental de entressafra de animais produzidos a pasto. “Por isso, merece ser devidamente representado econômica e politicamente. Foi por isso que resolvemos reativar a Assocon”, ressalta Merola, confinador em Goiás.

O diretor executivo da Associação, Fábio Diaz, explica que a idéia é atuar em três frentes importantes. “Vamos representar os confinadores, oferecer serviços como banco de dados, acompanhamento do abate, compra de insumos, venda dos animais e outros. A terceira e mais importante é o trabalho árduo na melhoria da imagem do confinamento”, explica.

O grupo já começou a fazer contatos com outros confinadores para cumprir a meta. “Nosso objetivo é atrair entre 25 e 30 projetos ainda no primeiro semestre de 2006, somando assim cerca de 400 bois confinados”, informa.

O diretor salienta que a Assocon também já está agilizando os contatos para a certificação dos confinamentos associados e instituição de um selo de qualidade. “Isso é fundamental. Já fizemos os primeiros contatos com uma empresa de know-how internacional, reconhecida em todo o mundo pela competência e conhecimento”.

Diaz ressalta que o Projeto de Qualidade Assocon só certificará os confinamentos associados que contemplarem os processos de ambiência, segurança alimentar, responsabilidade social, respeito ao meio ambiente e geração de empregos, ou seja, um funcionário para no máximo 500 animais. “A questão social também é muito importante. É um dos pontos priorizados em nosso projeto”, ressalta.

Em relação à representatividade política, além de ter assento no Fórum Nacional Permanente da Pecuária de Corte e na Câmara Setorial da Cadeia da Carne Bovina, a Assocon intensifica contatos com outras entidades de classe ligadas à produção animal. “Os interessados em se associar ou ser nossos parceiros devem entrar em contato pelo fone (11) 3873-2392.

Em cinco anos, a Assocon espera reunir grupos pecuários que confinem um milhão de bovinos por ano. Além da representatividade, a associação pretende fortalecer o segmento na hora da compra de insumos e na venda dos animais. “A Assocon quer estar à frente de um grupo que atenda às necessidades do mercado, fornecendo para os frigoríficos os bois que eles precisam para atender às necessidades dos consumidores domésticos e dos mais exigentes países”, salienta Merola.

Ele explica que pelo menos 70% dos pecuaristas vendem no máximo 100 bois/ano para os frigoríficos. A Assocon terá 180 mil animais/ano e deverá dobrar esse volume já em 2006. “A meta é ultrapassar um milhão de cabeças em pouco tempo, tornando-se, dessa forma, um importante agente da cadeia produtiva”.

Fonte: Gazeta

Deixe uma resposta