Presidente da Fiemt visita laticínios para propor melhorias para o setor em Mato Grosso

Com o intuito de verificar `in loco‘ as dificuldades do setor de laticínios do Estado e discutir com empresários a comercialização do leite, produtos industrializados e a migração das empresas cadastradas no Pró-Leite para o Programa de Desenvolvimento Industrial e Comercial de Mato Grosso (Prodeic), o presidente em exercício da Federação das Indústrias no Estado de Mato Grosso, Carlos Avalone, visitou na semana passada, empresas de laticínios na região noroeste de Mato Grosso.

“Há necessidade de aperfeiçoar o Prodeic. Em conjunto com a Sicme, iremos coletar informações junto aos empresários sobre os pontos que devem ser melhorados. A Fiemt representa a classe industrial e essa aproximação é necessária para conhecermos a realidade do segmento no interior do Estado”, destacou ele, que realizou as visitas acompanhado do ex-presidente da Fiemt, Ari Vojcik; do presidente do Sindicato das Indústrias de Laticínio do Estado (Sindilat/MT), Arnaldo da Silva Alves Filho; do assessor sindical da Fiemt, Marco Aurélio Ribeiro Coelho, e do assessor do Sindilat, Eldor Sontag.

Os municípios visitados foram: Mirassol d´Oeste, Quatro Marcos, Araputanga, Figueirópolis d´ Oeste, Jauru, Pontes e Lacerda e Conquista d´Oeste. Em Mirassol d’Oeste, o presidente esteve no Laticínio Três Marias e foi recebido pelo secretário de Administração do município, Rauser Buzo, e pelo gerente do estabelecimento, Lenes de Figueiredo. A mesma empresa também atua em Pontes e Lacerda. Nos dois municípios, o laticínio emprega 73 funcionários e recebe 77 mil litros de leite/dia de 1.600 produtores. No total, as duas unidades produzem 8,7 mil kg de mussarela que é destinado ao Estado de São Paulo.

Na cidade de Quatro Marcos, o presidente visitou a empresa Vencedor Indústria e Comércio de Produtos Lácteos Ltda. No local, foi recebido pelo prefeito Antônio de Andrade, e pelo gerente do laticínio Eliseu Francisco dos Santos. O carro chefe da empresa, que emprega 120 funcionários, é a produção de leite em pó, que chega a 30 toneladas/mês. “Somos a única empresa que fabrica leite em pó em Mato Grosso. Tudo o que produzimos vai para São Paulo. Em breve, iremos começar a produzir leite condensado”, informou o gerente da unidade.

De acordo com o presidente do Sindilat-MT, somente 30% da produção mato-grossense fica no Estado, o restante atende outros Estados da federação. “Hoje, Mato Grosso possui cerca de 70 laticínios, que nesse período de chuvas, recebem 1,3 milhão litros de leite por dia”, informa. Somente a Cooperativa Agropecuária do Noroeste de Mato Grosso Ltda, a Coopnoroeste Lacbom, recebe 130 mil litros de leite/dia de 500 produtores da região. A Cooperativa, que tem sede em Araputanga, possui mil associados e emprega mais de 300 pessoas.

A produção, que é de aproximadamente 80 mil litros de leite longa vida/dia, além de queijos, manteiga, bebida lácteas e doces, atende Mato Grosso, Rondônia, Mato Grosso do Sul e Rio de Janeiro. Para o diretor presidente da Lacbom, Antônio Carlos Uliana, a visita de uma instituição representativa é fundamental para o crescimento do setor. “A discussão com os empresários é necessária porque conhecemos a realidade e as dificuldades do setor. Sabemos que unidos, temos mais força”.

Carlos Avalone também visitou as instalações da fábrica e acompanhou o processo de produção e distribuição dos produtos. “No período em que fui secretário de Estado de Indústria e Comércio, proporcionamos o incentivo para o fortalecimento do laticínio e também dos produtores. O grande mérito do Pró-Leite foi a união dessas classes”, ressaltou o presidente em exercício.

CRESCIMENTO – Em Figueirópolis d’ Oeste, a equipe da Fiemt esteve no Laticínios Figueirópolis, que possui 37 funcionários e produz 20 mil kg de queijos finos – estepe, gouda, prato esférico, reino e coalho-espeto – por dia. “Além do nosso Estado, também atendemos Minas Gerais, São Paulo e Mato Grosso do Sul. Acredito que Mato Grosso é o futuro. A geografia do laticínio está mudando”, afirma o gerente da empresa, Fernando Alvarenga, que aposta cada vez mais no crescimento do setor no Estado. “Além dessa unidade, temos uma no município de Reserva do Cabaçal e outra em construção em Salto do Céu”, informou ele.

A única fábrica de queijo parmesão ralado em Mato Grosso fica no município de Jauru. O proprietário da empresa Mil-Lac, Everaldo Pereira Rezende investiu cerca de R$ 1 milhão em equipamentos para iniciar a produção, que hoje é de 2 mil kg/dia. “Além do queijo ralado, também produzimos queijo mussarela, prato e reino”.

Acompanhado pelo prefeito de Conquista d´Oeste, Walmir Guse, Avalone visitou o Laticínios Conquista, de propriedade do presidente do Sindilat, Arnaldo da Silva Alves Filho. Na empresa, ele emprega 25 funcionários e recebe 25 mil litros de leite por dia de 330 produtores. Os cerca de 70 mil kg de queijo, entre mussarela, prato, parmesão, requeijão cremoso, provolone e requeijão culinário, produzidos pela empresa, atende Mato Grosso e também seguem destino para Rio de Janeiro e São Paulo.

De acordo com o presidente do Sindilat existem hoje no Estado cerca de 70 laticínios. Desse total, 51 são associados ao Sindicato, que representam 90% de toda a produção mato-grossense. “O Sindilat foi fundado em 2001 e já desenvolveu muitas ações em benefício do segmento, como a migração das empresas para o Prodeic e a obtenção de financiamento emergencial para investimentos nos laticínios. Porém, queremos realizar um levantamento em todo o Estado para coletar dados minuciosos que irão permitir maior atuação do Sindicato”, informa.

A partir do segundo semestre deste ano, uma equipe de assessores do Sindilat munida de equipamentos, como GPS (Global Positioning System), máquinas fotográficas e filmadoras, irá realizar uma pesquisa para levantar dados reais sobre o setor. “A informalidade ainda é muito grande. Queremos desenvolver ações que tragam as empresas que estão nessa situação para a legalidade”, esclarece ele.

Fonte: Assessoria

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