Produtor de suínos reclama do preço da venda

As exportações de carne suína, que atingiram US$ 1,1 bilhão em 2005 e, em janeiro, continuaram crescendo apesar do embargo russo, tiveram efeito contrário na remuneração do produtor catarinense. Desde o início do embargo, em 13 de dezembro, o preço do quilo vivo do suíno caiu de R$ 2 para R$ 1,65.

O suinocultor de Arvoredo, no Meio-Oeste catarinense, Ademir Zanluchi afirmou que não haveria motivos para uma queda tão brusca, pois a procura continua grande.

– Está faltando suíno – disse.

Na avaliação de Zanluchi, as agroindústrias estão montando estoques a preço barato para depois vender com boa remuneração. O produtor afirmou que, apesar do preço baixo do milho e da soja, outros componentes da ração não baixaram e aumentou o custo com energia elétrica. Para o produtor, o preço do suíno deveria estar pelo menos em R$ 1,90.

Zanluchi é produtor de leitão e tem um custo de R$ 65 a R$ 70 por animal, que é vendido quando atinge 25 quilos. Ele vende de 110 a 120 animais por mês. Atualmente o produtor está recebendo R$ 65 por cabeça. Como não conta nos custos a depreciação das instalações, mão-de-obra e transporte de dejetos, está trabalhando com prejuízo. Zanluchi conta que apenas agora conseguiu pagar os R$ 70 mil de prejuízo da crise de 2002/2003.

Fonte: Diário Catarinense

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