Projeto ambiental vai legalizar duas mil propriedades em Mato Grosso

Sem comprometer a capacidade produtiva de mais de um milhão de hectares do Cerrado e beneficiando duas mil propriedades numa área de 4,5 milhões de hectares nas bacias hidrográficas dos rios Cuiabá e São Lourenço, o projeto “Cerrado Sustentável” vai conciliar desenvolvimento com preservação do meio ambiente em Mato Grosso. Por meio de parcerias, o Governo apresenta mais uma ação ambiental para garantir a preservação da fauna e da flora no estado.

O projeto foi apresentado hoje de manhã ao secretário de Desenvolvimento Rural, Clóves Vettorato, ao presidente da Empresa Mato-grossense de Pesquisa, Assistência Técnica e Extensão Rural (Empaer), Aréssio Paquer, a representantes da Federação da Agricultura (Famato), Associação dos Criadores (Acrimat) e Federação das Indústrias (Fiemt), pelos representantes da ong The Nature Conservancy (TNC) do Brasil, João Campari e Henrique Santos.

A iniciativa é uma parceria da TNC Brasil com o Governo do Estado e Famato, cuja finalidade é facilitar a averbação de reservas legais das propriedades localizadas nas bacias dos dois rios. O primeiro passo será criar um banco de dados de reservas que permitirá ao proprietário manter a reserva legal dentro ou fora da propriedade. “A TNC está nos dando o caminho para a recuperação de áreas degradadas e rios sem comprometer o setor produtivo”, afirmou o secretário Clóves Vettorato.

Para viabilizar a parceria com os produtores, Vettorato vai apresentar o programa aos setores produtivos para viabilizá-lo ou agregá-lo a outros programas já existentes, em execução ou não. “Temos que ver dentro do Governo o que pode feito para otimizá-lo. A TNC é referencial com as ações de preservação de matas e área degradadas, que são os objetivos do MT Floresta”, informou o secretário.

Pelo projeto, será feito o cadastramento das propriedades, diagnósticos, definição de áreas para regularizar reserva legal e recuperar áreas de preservação permanente, planejamento da paisagem e uso da propriedade. Entre outras ações, haverá capacitação de técnicos para agilizar os processos de regularização de reserva legal, recuperação de área de preservação permanente e aplicação de boas práticas agrícolas, além de definição de procedimentos técnicos, operacionais e normativos que ajudarão no processo de negociação da regularização em bloco das reservas legais e dos processos de recuperação das áreas de preservação permanente das propriedades cadastradas.

O resultado do projeto apontará alternativas para minimizar custos para o cumprimento da legislação e prevenir os processos erosivos nas margens dos rios, reduzindo a poluição e melhorando a qualidade da água para o abastecimento humano e animal. “Nossa missão de conservação não pode prejudicar o produtor rural”, destacou o diretor dos ecossistemas Cerrado e Pantanal da TNC Brasil, João Campari.

Fonte: Nelson Francisco

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