Rússia poderá protelar o fim de embargo ao Brasil

A notícia de que o governo russo poderá protelar a decisão de suspender o embargo às importações de carnes bovina e suína do Brasil surpreendeu os empresários. O diretor executivo da Associação Brasileira da Indústria Exportadora de Carne (Abiec), Antônio Camardelli, disse sexta-feira (17-02) que a expectativa era de que a Rússia suspenderia o embargo já em meados de março, ou seja, no fim do inverno do Hemisfério Norte. A perspectiva era de retomada das exportações à Rússia foi reforçada pelos bons resultados alcançados durante as negociações de uma missão técnica à Europa liderada pelo presidente do Conselho Nacional de Pecuária de Corte, Sebastião Costa Guedes.

“Foram oferecidas todas as garantias de que o produto brasileiro é seguro e não deverá por em risco a pecuária daquele país”, afirmou Camardelli. “Acho essa notícia estranha e espero que ela não se confirme”, acrescentou. A Rússia mantém embargo à carne de oito estados brasileiros (Mato Grosso do Sul, Mato Grosso, Goiás, São Paulo, Minas Gerais, Paraná, Rio Grande do Sul e Santa Catarina), todos eles limítrofes aos estados em foram confirmados focos de febre aftosa, ou mesmo que seus rebanhos tenha sido colocados sob suspeita por terem entrado em contato com animais contaminados. O embargo às importações de animais vivos e carne bovina e suína foi imposto no dia 13 de dezembro de 2005.

A declaração de que a Rússia poderá manter o embargo às importações de carnes bovina e suína do Brasil foi feita por Sergei Dankvert, chefe do serviço de sanidade animal e vegetal da Rússia. A informação era de que o ministro da Fazenda, Antonio Palocci, não conseguiu, durante uma visita ao país na semana passada, convencer a Rússia a aliviar o embargo.

A Rússia é o país que mais compra carne bovina e suína do Brasil. “Atualmente não estamos considerando relaxar o embargo. Não vemos possibilidade de nos encontrarmos com especialistas brasileiros ou enviar inspetores para o Brasil no futuro próximo”, afirmou ele. “A situação se complicou devido ao aparecimento de um foco da doença na Argentina”, acrescentou. Dankvert acredita que o veto pode durar pelo menos seis meses.

Fonte: Gazeta Mercantil

Deixe uma resposta