Soja responde por 74% das exportações de MT no ano

Principal produto da pauta de exportações de Mato Grosso, a soja e seus derivados responderam por 74,42% da quantidade de itens vendidos pelo Estado a outros países de janeiro a agosto. O comércio internacional da oleaginosa assegurou 75,72% do faturamento total registrado localmente com as vendas externas. O produto mato-grossense mais demandado pelo mercado internacional é a soja em grão.

Dados da Secretaria de Comércio Exterior (Secex) do Ministério da Indústria, Comércio Exterior e Serviços (Mdic) e compilados pelo Instituto Mato-grossense de Economia Agropecuária (Imea) mostram que foram comercializadas 20,830 milhões de toneladas de soja em grão, farelo e óleo do início do ano até o mês passado. As vendas externas dos produtos do complexo soja resultaram em US$ 7,972 bilhões.

Com a centena de produtos exportados por Mato Grosso, o faturamento total chegou a US$ 10,527 bilhões, resultante do embarque de 27,989 milhões (t). De Mato Grosso, destaca-se no comércio com outros países a venda de soja em grão, que totalizou 16,897 milhões (t) ao valor de US$ 6,377 bilhões. Os números levantados até agora pelo Mdic confirmam incrementos de 13,44% no volume de embarques e de 22,39% na receita, sobre os 8 meses de 2016.

No ano passado foram negociadas 14,894 milhões (t) de soja in natura por US$ 5,210 milhões. Houve aumento também nas vendas externas de óleo de soja, que saltaram do volume de 145,386 mil (t) nos 8 primeiros meses de 2016 para 192,953 mil (t) este ano. A alta foi de 32,71%. A receita comercial gerada com os embarques passaram de US$ 110,8 milhões para US$ 160 milhões, acréscimo de 45,45%. Já a demanda internacional por farelo de soja recuou ligeiramente de 3,876 milhões (t), acumuladas entre janeiro a agosto de 2016, para 3,741 milhões/t este ano. A receita recuou em 2,18%, de US$ 1,467 milhão para US$ 1,435 milhão.

Conforme observa o economista Carlos Theobaldo de Souza, o crescimento da exportação da soja e derivados por Mato Grosso confirma o aumento da procura do mercado externo por esses produtos. “Nossos produtores preferem a venda externa, uma vez que o pagamento é feito em dólar, que apesar de sua constante queda ainda é uma moeda de alto valor de troca”. Segundo ele, o incremento das vendas de óleo de soja traz maior retorno às beneficiadoras, pois o valor agregado ao produto (soja) é maior. “O ideal é que pudéssemos exportar os produtos com esse valor agregado, gerando emprego aqui e não no exterior”.

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