Sorgo é opção dos produtores para o plantio da safrinha

Produtores que já decidiram apostar na safrinha têm o sorgo granífero como boa opção. Com potencial de produtividade similar ao das grandes culturas, o sorgo, uma gramínea de origem africana que se destaca pela sua alta capacidade de adaptação geográfica e tolerância às condições climáticas adversas da safrinha, é de fácil trato, o que reduz seu custo.

“Além da vantagem do ciclo de 110 a 120 dias para colheita, o sorgo é uma planta de fácil adaptação em diferentes climas e solos, por suportar temperaturas elevadas e as estiagens, graças ao seu sistema radicular agressivo e volumoso”, declara o engenheiro agrônomo Carlos Eduardo Brito. Seus grãos, que exigem menos água para o seu desenvolvimento e, portanto, levam a cultura a produzir mais do que outras culturas em regiões sujeitas à estiagem, também apresentam alto valor nutritivo. Por isso, servem como alimento (ração) para aves, suínos, bovinos e pequenos animais.

“Quem opta pelo sorgo tem, entre outros benefícios, uma boa cobertura verde no plantio, que protege o solo, receita com a venda de grãos e uma boa quantidade de palhada após a colheita, item importante para quem adota o Sistema Plantio Direto”, declara Brito. Além dessas vantagens, o sorgo tem também a possibilidade de rebrota e, portanto, de nova colheita. Segundo Brito, o sorgo não é hospedeiro de pragas e doenças da maioria das culturas, portanto pode servir com uma interrupção para o ciclo de doenças.

Além de todos estes benefícios o sorgo pode ser mais rentável que muitas culturas tradicionalmente plantadas na safrinha e, com razoável adoção de tecnologias como a utilização de híbridos com qualidade genética comprovada e adubação, pode trazer boas surpresas aos produtores.

Desde os anos 70, a cultura de sorgo era conhecida apenas no Rio Grande do Sul e no Nordeste. Foi a partir da década de 90 que o produto começou a ser plantado nas demais regiões do País.

Fonte: Dourados News

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