União Européia aprova mais medidas de segurança e prevenção contra a gripe

Uma equipe de especialistas da União Européia (UE) aprovou nesta quinta-feira (16-02) mais restrições para prevenir o avanço da gripe aviária na região, incluindo métodos de precaução mais severos nas áreas afetadas como a quarentena de áreas a 10 quilômetros de focos da doença.

Além disso, o grupo concordou com a criação de uma zona de vigilância em torno das áreas com casos confirmados ou suspeitos tanto em aves domésticas e selvagens e uma zona de separação maior, a ser definida pelas autoridades de cada país.

O comissário da área de Saúde da UE, Markos Kyprianou, disse que os surtos recentes da variedade de “alta patogenicidade” H5N1 da gripe aviária na Alemanha, Itália e outros países destacaram a necessidades dos europeus se prepararem para mais casos. Ele pediu aos países do bloco que revisem as medidas aplicadas nas regiões com maior risco da doença.

“Enquanto temos que aprender a conviver com surtos periódicos da gripe aviária em aves selvagens, a UE está fazendo todos os esforços para conter a doença nessas aves e para evitar que chegue às aves comerciais”, disse Kyprianou.

O encontro de dois dias entre os especialistas em veterinária também abordou o pedido das autoridades francesas para que a Comissão Européia, braço executivo da UE, aprove o pedido que permitiria fazendeiros franceses a vacinar patos, gansos e galinhas. As autoridades disseram que nenhuma decisão foi tomada na reunião de hoje, mas que o pedido será avaliado e que uma decisão será feita em uma data futura.

Os especialistas também aprovaram uma recomendação da Comissão de aumentar as restrições às importações de frango e de produtos da Bulgária, onde o vírus H5N1 foi confirmado em gansos selvagens durante o final de semana. Todos os produtos de aves selvagens, incluindo ovos, serão banidos de entrar nos países do bloco. Atualmente, a importação de produtos de aves provenientes da Bulgária é proibida pela UE por causa de surtos recentes da doença Newcastle, outra doença aviária.

Separadamente, a Comissão disse que não haverá ajuda financeira aos avicultores caso a gripe aviaria devaste o plantel de aves e caso os preços caiam por conta da falta de confiança da população. Durante a crise da vaca louca nos anos 90, os consumidores europeus passaram a consumir menos carne bovina, o que levou a UE a gastar bilhões de euros em ajuda financeira a fazendeiros por vários anos.

“Não há gripe aviária em aves comerciais”, disse o porta-voz da UE, Michael Mann. “Porém, se o preço do frango cair no mercado, não há nada que a Comissão possa fazer”. Sob as regras da UE, apenas produtores de carne bovina podem pedir compensação quando os preços caem pelo menos 30%, como aconteceu na crise da vaca louca. As informações são da agência Dow Jones.

Fonte: Agência Estado

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