USDA eleva safra de soja dos EUA para 119 milhões de toneladas

O Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA) surpreendeu o mercado e trouxe números bem maiores do que o esperado para a soja nos Estados Unidos, os quais ficaram, portanto, bem acima das expectativas. A produção norte-americana foi revisada para 119,23 milhões de toneladas, contra 115,9 milhões de julho. Os traders esperavam uma redução para 114,36 milhões.

A produtividade subiu para 56,02 sacas por hectare, enquanto o mercado esperava algo entre 53,17 e 54,42 sacas. Os estoques finais da safra nova subiram para 12,93 milhões, contra 12,52 milhões do boletim passado e bem acima da média esperada de 10,91 milhões.

Entre os números da demanda, um aumento das exportações foi registrado para as duas safras. Da nova, o número passou de 58,51 para 60,55 milhões de toneladas. Já as vendas da safra velha são estimadas agora em 58,51 milhões de toneladas. Já o esmagamento caiu para as duas temporadas ficando em, respectivamente, 51,44 e 52,8 milhões de toneladas.

Soja Mundo

No cenário mundial, a produção 2017/18 subiu de 345,09 para 347,36 milhões de toneladas, com os estoques finais crescendo de 93,53 para 97,78 milhões de toneladas. Da safra 2016/17, a colheita caiu para 351,74 milhões de toneladas, enquanto os estoques subiram para 96,98 milhões de toneladas.

Na América do Sul, poucas mudanças. As safras do Brasil foram mantidas em 114 milhões – temporada 2016/17 – e 107 milhões de toneladas. As exportações nacionais foram projetadas em, respectivamente, 61 e 64 milhões de toneladas. O USDA estima ainda que sejam colhidas 57,8 milhões de toneladas de soja na safra velha da Argentina e 57 milhões na nova.

Sobre as importações da China, foram mantidas as estimativas de 91 milhões para a safra velha e 94 milhões de toneladas da nova.

E os futuros da oleaginosa já estão despencando na Bolsa de Chicago nesta quinta-feira. Os números todos ficaram acima das expectativas do mercado. Perto de 14h (horário de Brasília), as baixas entre as posições mais negociadas eram próximas dos 30 pontos.

Milho EUA

Sobre o milho, o USDA corrigiu os números para baixo, mas ainda assim, as informações ficaram acima das expectativas do mercado, o que também pressionou severamente as cotações na CBOT. A produção norte-americana veio em 359,51 milhões de toneladas, contra 362,1 milhões do boletim anterior. As expectativas do mercado variavam de 345,21 milhões e 357,4 milhões de toneladas.

A produtividade do cereal foi estimada em 179,6 sacas por hectare, ligeiramente menor do que as 180,67 sacas projetadas em julho. os traders, no entanto, esperavam uma média de 175,7 sacas por hectare.

Os estoques finais norte-americanos do cereal foram estimados em 57,74 milhões de toneladas, também menores do que os de julho – de 59,06 milhões – mas acima do esperado, já que a média era de 49,94 milhões de toneladas. Da safra velha, os estoques foram mantidos em 60,2 milhões de toneladas, em linha com as expectativas.

Nas exportações, manutenção na safra velha de 56,52 milhões de toneladas e redução na nova, para 46,99 milhões de toneladas.

Milho Mundo

O USDA trouxe ainda um aumento na safra velha global de milho para 1.070,51 bilhão de toneladas e estoques finais maiores, estimados em 228,61 milhões de toneladas. As projeções do mercado variavam de 226 a 228,5 milhões de toneladas.

Já para a nova temporada foi observada uma redução para 1.033,47 bilhão de toneladas, com os estoques finais estimados em 200,87 milhões de toneladas, enquanto se esperava uma redução para 194,7 milhões de toneladas.

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